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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Mastodon preparam novo disco


Os norte-americanos Mastodon revelaram recentemente que estão a preparar o sucessor de The Hunter, de 2011. Em entrevista à Metal Hammer, o guitarrista Bill Kelliher explicou que a banda tem «20 ou 21 temas» canditados a figurar neste novo trabalho, ainda que obviamente nem todos serão incluídos neste trabalho.

Kelliher acrescentou que ainda não sabe se este será um disco conceptual, pois apesar de haver alguns ideias nesse sentido, a banda ainda «não decidiu».

Ainda sem nome, este registo, que será o 6º de originais, tem data de saída prevista para 2014 e terá a produção a cargo de Nick Raskulinecz (Rush, Alice In Chains, Foo Fighters and Ghost).

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Nirvana «In Utero: 20th Anniversary Super Deluxe Edition»



As palavras «Teenage angst has paid off well/Now I’m bored and old» definem bem o estado de alma do banda oriunda de Seattle: Nevermind já era, faz favor. «O seu único defeito é ser pefeito», diz Dave Grohl em várias entrevistas sobre o segundo disco da banda, aquele que viria a inundar as rádios com Smells Like Teen Spirit, In Bloom e outros grandes êxitos.

Esta tentativa de limpar a imagem – um disco com uma produção menos pop, com um som mais cru – só seria alcançada com o talento e ajuda de Steve Albini, que tinha produzido já bandas como The Jesus Lizard, Superchunk, Tar ou Helmet e que actualmente é o senhor que grava os discos dos Neurosis. Os Nirvana fecham-se durante duas semanas no Pachyderm Studios, desagradam a editora com temas diferentes do sucesso comercial do disco anterior  - Scott Litt deu alguns retoques à produção final; os temas Heart-Shaped Box, Pennyroyal Tea e All Apologies  acabaram remisturados, o que causou algum mal estar entre Albini e a banda – e gravam o seu melhor disco: um dos melhores de sempre e aquele que verdadeiramente capta a identidade do grupo: pop – algum, sim -, rock, punk e hardcore old school.

O resto da história de In Utero é conhecido: 15 milhões de discos vendidos, temas pesados, mais agressivos, mais crus, gravados em pouquíssimos takes e um legado que fica para a posterioridade. O álbum todo é assustadoramente quase perfeito, no entanto vou destacar aqueles que, na minha opinião, são o coração do disco: a esquizofrenia de Tourette’s, a melancolia de Dumb, a melodia de All Apologies, a distorção de Scentless Apprentice, o sarcasmo arrebatador de Serve the Servants e, por último, a hipnótica Pennyroyal Tea

20 anos depois, esta Super Delux Edition traz consigo uma dose enorme de saudosismo e acrescenta uma remistura global, pré-demos, lados-B, um disco e um DVD de uma actuação ao vivo em Seattle, excluindo – lamentavelmente – o vinil e temas verdadeiramente desconhecidos dos fãs. Uma boa edição, sem dúvida, vendida a um valor – 100 euros - que deveria incluir no mínimo um ou dois vinis.

9/10

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cult of Luna: novo tema disponível para consulta


Os suecos Cult of Luna, que se preparam para editar o EP Vertikal II neste mês, disponibilizaram um tema de avanço que pode ser consultado aqui.

Vertikal II será editado em CD e em vinil, sendo que remix do tema Vicarious Redemption é um exclusivo da edição em CD.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Palms «Palms»




Das cinzas de uma das bandas mais influentes do panorama da música atmosférica dos últimos anos, nasceram os Palms. Basicamente, Jeff Caxide, Aaron Harris e Bryant Clifford Meyer – todos eles  antigos membros dos lendários Isis – estavam fartos de não fazer nada em termos musicais e, como a vida de um músico profissional se resume precisamente a fazer música, convidaram Chino Moreno (Deftones) para formar um novo (super) grupo.

No site oficial da banda, Harris explica que «tudo aconteceu de forma natural, provavelmente porque já tocamos juntos há tanto tempo, e as coisas foram surgindo naturalmente. No entanto, não queríamos fazer algo instrumental: queríamos voz, só não tínhamos a certeza de quem seria esse vocalista inicialmente». Ora, Chino Moreno parece ter o perfil ideal para esta aventura celestial de contornos atmosféricos, onde o belo e o transcendente se fundem com o peso emocional do instrumental que os ex-Isis já nos habituaram no passado. 

A viagem espacial entrelaça-se com algumas influências musicais que seriam expectáveis vindo destes músicos e, grosso modo, a dinâmica vocal de Chino Moreno varia entre o limpo do shoegazing/dream pop e o agreste vocal aplicado em certos temas mais pesados dos Deftones – prevalece mais a vertente limpa ao longo do disco, diga-se -; instrumentalmente, apesar de inegavelmente existir uma base familiar que sustenta o trabalho destes músicos em Isis, a abordagem incide e desdobra-se sobretudo sobre a componente melódica e atmosférica, componente esta que se adequa mais ao perfil vocal de Chino Moreno – basta ouvir o primeiro tema Future Warrior para se chegar facilmente a essa conclusão.

A música presente em Palms  é incrivelmente relaxante, apaziguadora, suave e bela, uma espécie de viagem paralela ao mundo encantado de Alcest, por exemplo. Os 47 minutos deste longa-duração carecem de uma maior variedade entre si, ainda que os seis temas aqui presentes possam ser encarados como um só.   

8/10

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cult of Luna editam «Vertikal II» em Setembro

 
Os suecos Cult of Luna revelaram que vão editar Vertikal II, uma continuação do seu último disco Vertikal, pela Indie Recordings no próximo 21 de Setembro.

«Os temas foram compostos durante as sessões do Vertikal e sempre pretendemos que fossem lançados próximos do disco. O remix do Justin Broadrick não fazia parte do plano original, mas tendo em conta que resultou tão bem, entendemos que encaixaria próximo de todo o projecto Vertikal. Com Vertikal II completamos e encerramos um capítulo que, durante os últimos anos, foi uma grande parte das nossas vidas», explicou Johannes Persson, líder do grupo.

Este EP será editado em CD e em vinil, sendo que remix do tema Vicarious Redemption é exclusivo da edição em CD.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

For the Glory com novo tema e novo disco


A banda de hardcore punk For the Glory apresentou um tema de avanço para o seu terceiro disco de originais intitulado Lisbon Blues. O grupo, que celebra este ano uma década de existência, pretende desta forma prestar uma homenagem à cidade de Lisboa,  sendo que o disco tem data de saída marcada para o próximo dia 16 de Setembro, via Rastilho Metal Records.

Lisbon Blues disponível para consulta no bandcamp da banda.



sábado, 3 de agosto de 2013

Sigur Rós «Kveikur»




Depois do desastre de Valtari, do curto hiato e da saída do teclista Kjartan Sveinsson, os islandeses Sigur Rós regressam com novo disco e nova editora – XL Recordings. Kveikur, que em islandês significa “pavio”, assinala uma luz ao fundo de um túnel que parecia assustadoramente fechado nos dois discos anteriores do grupo liderado por Jón Þór Birgisson.

Este sétimo disco retoma os traços que caracterizam desde sempre a banda islandesa - o dream pop dos 80s e o post-rock com ligeiros traços sombrios aqui e acolá - misturados agora com uns toques de electrónica menos disfarçada e um cheirinho a synth-pop retro. Kveikur retoma o brilho e o factor épico de () e Ágætis byrjun - sem necessariamente atingir os dez minutos por tema dessa fase da banda – em temas de pura inspiração, como é o caso de Ísjaki  e  Rafstraumur, é verdade, mas o grupo não parece caminhar de braços abertos para o seu passado mais glorioso; não, em vez disso, o grupo parece apostar num som mais dinâmico, temas mais curtos que rondam os cinco minutos de duração, muito “bonitos”  - ainda que não atinjam os picos de Olsen Olsen – onde é o baixo distorcido que pauta as batidas mais electrónicas.

O tema título Kveikur não esconde o revivalismo consentido do primeiro disco dos Sigur Rós, através de uma atmosfera pesada, encorpada e gradualmente sombria, fomentada por uma distorção de puro noise/feedback estático que resulta num tema poderoso, um tema que faz compreender o porquê desta nova geração do post-metal e post-sludgecore indicar os Sigur Rós como banda de referência. Kveikur é um álbum completo sem qualquer tema “filler”, porém, convém referir que nem tudo são rosas: Yfirborð, com a sua batida exageradamente electrónica fica longe da solidez dos restantes temas, e o instrumental Var - o último tema – merecia pelo menos mais cinco minutos de duração.

Em termos gerais, os Sigur Rós parecem estar novamente coesos e inspirados, a caminho da solidez e brilho dos seus primeiros trabalhos, pelo menos a julgar por alguns dos temas incluídos neste disco. Esperemos pelos próximos trabalhos para tirarmos conclusões mais precisas.

7.5/10

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nine Inch Nails com novo disco este ano


Trent Reznor afirmou num press release que o novo disco dos Nine Inch Nails verá a luz do dia mais lá para a frente deste 2013. Com um contrato assinado com a Columbia Records - a mesma editora que edita os trabalhos dos How to destroy angels_ - Eric Avery (Jane's Addiction), e uma formação renovada que conta com os membros Adrian Belew, Alessandro Cortini, Josh Eustis (Telefon Tel Aviv e Ilan Rubin, Reznor explicou que passou «o último ano a trabalhar no novo disco com Atticus Ross and Alan Moulder».

Segundo Reznor, o registo já está gravado e «espectacular». Rumores indicam que seja conhecido um tema de avanço neste próximo mês de Junho.

domingo, 5 de maio de 2013

Tema de Black Sabbath disponível no You Tube


Os veteranos Black Sabbath disponibilizaram no You Tube um tema de avanço do seu próximo disco 13.
 
A nova formação da banda inclui Bradd Wilk, baterista dos Rage Against the Machine e a produção encontra-se a cargo de Rick Rubin (Slayer, AC/DC, Beastie Boys, etc).

13 assinala o regresso de Ozzy Osbourne à banda, depois de em 1978 ter gravado Never Say Die e ter perseguido carreira a solo.
 
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Morreu Jeff Hanneman, dos Slayer


Jeff Hanneman, fundador da banda norte-americana de thrash metal Slayer, faleceu esta passada quinta-feira, vítima de doença hepática, no hospital da Califórnia. O guitarrista de 48 anos tinha sido picado por uma aranha, em 2011, tendo contraído fasciite necrosante, doença que quase o obrigou a amputar o braço e que pode ter tido influência na sua morte.

Do legado nos Slayer, Hanneman deixa para a história do metal títulos como Reign in Blood, South of Heaven e Seasons in the Abyss.

RIP 1964-2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Tema de Palms em streaming

 

Os Palms são um projecto resultante da fusão de três elementos dos Isis - Jeff Caxide, Aaron Harris e Bryant Clifford Meyer - com Chino Moreno, dos Deftones. O tema de avanço Patagonia está disponível para consulta em streaming no site da Pitchfork.

O disco será editado pela Ipecac Recordings (Fantômas, Melvins, Isis, Zu, etc) a 25 de Junho.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Killswitch Engage ao vivo no LKA-Longhorn, Estugarda, 09/04/2013



 Foto: Claudia Rose

Casa cheia em Estugarda para assistir ao concerto de promoção de Disarm the Descent e ao regresso de Jesse Leach à banda. Os norte-americanos Killswitch Engage encontram-se em tour europeia com o apoio dos Sylosis e Heartist, que se encarregaram de abrir o concerto. O único motivo pelo qual se consegue justificar uma banda tão banal e genérica como os Heartist a abrir para os colossos de Massachusetts só pode ser explicado por pertencerem à RoadRunner Records, editora que aproveitou para promover o seu catálogo Primavera/Verão com um quinteto que mistura a electrónica/dub step com o techno dos Scooter, as vozes Katy Perry/berros do metalcore e os resquícios do moribundo deathcore genérico moderno.

Findos os 25 minutos iniciais de agonia, os britânicos Sylosis subiram ao palco para debitarem o seu metal técnico e promover o seu recente disco Monolith, sacando os primeiros verdadeiros aplausos da noite. Por volta das 22h00, o sample de Without a Name anunciou a entrada dos Killswitch Engage em palco e, assim que os músicos se instalaram, The Hell in Me responsabilizou-se pela primeira injecção de adrenalina no LKA. Profissionais e verdadeiros entertainers, os bem-dispostos membros da banda prosseguiram com A Bid Farewell e Fixation on the Darkness, de Alive or Just Breathing, arrancando sincronização perfeita com um público jovem que sabia de cor e salteado as letras da obra-prima de Adam Dutkiwewicz e companhia.

Seguiu-se a interpretação de Disarm the Descent sob a forma de New Awakening, momento a partir do qual se pôde observar o quão bem a banda executa os novos temas ao vivo, assim como a confirmação da eficiência e dedicação de Jesse Leach: regressou para ficar, sem margem para dúvidas; ainda que com maior dificuldade em cantar os temas como The End of Heartache (este já em encore) e Arms of Sorrow, que foram gravados com o anterior vocalista Howard Jones, Leach portou-se bem e cumpriu com tudo o que lhe é exigido. 

No entanto, e isto é um facto, Leach e a banda sentem-se verdadeiros peixes na água quando interpretam o material mais antigo: Numbered Days e Self Revolution ecoaram pelas paredes do antigo armazém de Estugarda - convertido hoje num agradável e espaçoso espaço para concertos -, numa determinação e emoção quase indescritíveis para quem acompanha a banda desde os seus primeiros passos, onde eu me incluo. Pela altura em que os riffs de guitarra de Rose of Sharyn se ouviram na sala, já há muito que os presentes cantavam as letras de todos os discos com enorme à vontade e alegria, alegria esta aliada ao êxtase prolongados até ao encore final, onde a banda tocou My Curse, a já referida The End of Heartache e muito provavelmente o tema mais aguardado da noite: My Last Serenade.

Em jeito de analogia ao mundo do desporto, os Killswitch Engage venceram sem espinhas e sem contestação, (pre)enchendo os corações de todos com aquele sentimento de que podiam ter tocado mais este e aquele tema; convém porém referir que a banda interpretou 16 temas e ainda estreou No End in Sight nesta tour europeia. Sem datas marcadas para Portugal, aguarda-se pelo regresso do quinteto que promoveu, em 2002, Alive or Just Breathing no Paradise Garage. 

 Foto: Claudia Rose