terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Novo tema de Alice in Chains disponível no iTunes
Hollow, tema de avanço do próximo disco dos Alice in Chains, já se encontra disponível para compra na loja iTunes.
O próximo disco da banda, o quinto da discografia, ainda não tem título definido e a sua edição está prevista para esta Primavera.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Novo documentário sobre Kurt Cobain
Quase 19 anos após a sua morte, Kurt Cobain é ainda uma das personagens mais faladas no espectro do rock. A equipa que realizou o recente documentário sobre os Rolling Stones Crossfire Hurricane está a preparar um documentário que promete expor a verdadeira natureza de Cobain e a sua estreia está agendada para 2014.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Smashing Pumpkins no Festival Marés Vivas
O colectivo norte-americano Smashing Pumpkins, liderado por Billy Corgan, está confirmado para actuar na 11ª edição do Festival Marés Vivas. Este concerto igualmente a primeira vez do conjunto de Chicago na cidade do Porto.
Os Smashing Pumpkins, formados em 1988, trazem consigo na bagagem álbuns como Mellon Collie and the Infinite Sadness e Oceania, editado em 2012. O bilhete diário custa 30€ e o passe para os três dias tem o custo de 50€, se adquiridos até 14 de Fevereiro.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Pig Destroyer «Book Burner»
Não lançavam nada desde 2008, altura em que gravaram Natasha, um disco absolutamente impensável na discografia de uma banda de grindcore. Um dos nomes mais populares da língua russa personificou um álbum que se alimenta do drone e música ambiente, capaz de criar um ambiente relaxado. Ora, este adjectivo, relaxado, não pode entrar num disco puro de grindcore, pois claro.
O anterior disco Phantom Limb
assinalou uma abordagem notoriamente mais death metal, ao mesmo tempo que desvirtuou
um pouco a identidade e acentuou a falta de um baixo no grupo - grindcore sem
baixista ainda se consegue ouvir, mas algo que roce o metal e sem baixo, já não
é assim tão bonito de se ouvir. Book
Burner marca também o primeiro disco com Adam Jarvis (Misery Index) na
bateria, uma vez que Brian Harvey deixou a banda, e Blake Harrison é também
considerado um membro oficial, embora este esteja encarregue dos samples e
partes electrónicas, que não são assim tantos.
Book Burner é um disco razoável com momentos de pura fúria e
descarga de riffs enérgicos, acompanhados por um blast beating que parece não
conseguir acompanhar a guitarra. Adam Jarvis é um bom baterista de death metal,
qualificado para tocar grindcore, não duvido, mas o disco apresenta uma óbvia
falta de intensidade que Jarvis não consegue preencher – ou então a banda
simplesmente optou por uma toada menos extrema. Outro grande defeito deste
disco prende-se uma vez mais com a produção demasiado abafada e artificial do
disco, lembrando as produções pobres dos discos que os Slayer gravaram nos
últimos tempos. O instrumento mais afectado por este problema foi sem dúvida a
guitarra de Scott Hull e todos os riffs secos que o mesmo debita, criando
saudades daquela criatividade levada a cabo no seminal Terrifyer.
Em termos estruturais, Book Burner mistura o grindcore com o
thrash/death metal e um pouco de hardcore punk, distribuídos por temas que vão
30 segundos aos 4 minutos de duração. Alguns dos temas são directos e respeitam
as regras old school do grindcore, como é o caso de Eve ou All Seeing Eye,
mas, por exemplo, Permanent Funeral
ou The Diplomat não encaixam
rigosamente nada num registo que tinha tudo para figurar nos melhores de 2012.
Book Burner é, como referido atrás, um disco razoável, no entanto os
últimos trabalhos de Phobia e Rotten Sound constituem alternativas bem mais
agradáveis e extremas.
6.5/10
sábado, 22 de dezembro de 2012
Gonçalo M. Tavares «O Bairro»
Tinha em alta consideração
Gonçalo M. Tavares. Afinal de contas, tinha gostado muito da tetralogia O Reino e, bem, também o escritor foi um
dos vencedores do Prémio José Saramago – aquele galardão que nunca foi
atribuído pelo autor de A Jangada de
Pedra.
Ora, num impulso consumista e
aproveitando as promoções que o final de ano e Natal proporcionam, lá caí na
asneira de comprar os packs de O Bairro
I e II. Esta colecção de micro-contos e aventuras de várias personagens tiradas
do mundo da Literatura, Cinema e Artes em geral é manifestamente um bocejo
matinal prolongado até á noite. Gonçalo M. Tavares tentou ser filosófico e
anedótico, ao mesmo tempo, mas de filosofia isto nada tem. E se estes livrinhos
são para fazer rir, Fernando Rocha é um supra-sumo da comédia se comparado com
Tavares.
«Lemos este livro recordando Lewis Carroll e com a permanente
impressão de estarmos a ser interpelados na nossa lógica de seres, por assim
dizer, normais [...]», escreve o crítico literário José António Gomes
sobre O Senhor Valéry (supõe-se que
seja o poeta Paul Valéry): não, caro José António Gomes, o senhor Valéry não
recorda rigorosamente nada Lewis Caroll. Mas José António Gomes vai mais longe.
Caso contrário, vejamos o que diz sobre Gonçalo M. Tavares: [...] a obra de Gonçalo M. Tavares é um
primoroso exercício de inteligência, de graça e de rigor de linguagem.».
Mentira. Há apenas o rigor de criar historinhas aborrecidas e previsíveis. Ler O Bairro é como comer chocolate sem
açúcar, praticar futebol com uma bola furada, comprar A Bola e esperar imparcialidade.
Uma colecção de pseudo-filosofia / comédia amadora a evitar a
todo o custo.
domingo, 16 de dezembro de 2012
José Luís Peixoto «Dentro do Segredo»
Costuma-se dizer que o primeiro
pensamento, o pensamento intuitivo, é sempre a melhor ideia, e diz-se
igualmente que é preferível agir e agir mal, do que não agir. José Luís
Peixoto, autor de Abraço, Livro e Cemitério de Pianos, entre outros, teve a ideia de escrever sobre
uma viagem à Coreia do Norte quando se encontrava em Los Angeles, Estados
Unidos, a conhecer a Koreatown dessa metrópole norte-americana. «E se eu fosse
à Coreia do Norte e escrevesse mesmo um livro sobre essa aventura?», certamente
que foi este o pensamento do escritor.
Em Abril de 2012, aquando das
comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, Peixoto participou
na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos
últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime,
mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes
estrangeiros há mais de sessenta anos. O telemóvel ficou retido na alfândega, a
câmara fotográfica seguiu viagem e fotografou aquilo que não deveria captar, Dom Quixote de la Mancha, que também
deveria ter sido apreendido à chegada ao país, logrou ir escondido junto das
roupas dentro da mala de viagem. Durante vários momentos da sua viagem ao país
mais fechado do mundo, o autor refugiou-se em Sancho Pança para tentar esquecer
a lavagem cerebral que os guias turísticos tentaram sucessivamente impingir ao
grupo de turistas de onde o escritor fez parte. Numa ditadura que ultrapassa a
miséria e falta de liberdade estalinista, José Luís Peixoto arriscou fotografar
e registar com a caneta situações que lhe poderiam ter custado caro.
Para evitar más interpretações, o
vencedor do Prémio Saramago 2001 frisa na obra que é «contra todos os regimes
totalitários e ditaduras» e que sempre teve «curiosidade no sentido de tentar
perceber o quotidiano de quem vive nessas sociedades». É importante explicar
isto, obviamente, mas quem já conhece bem o escritor, conhece-lhe as raízes
anarcho-punk e grindcore anti-sistema. Em traços largos, este livro regista os
momentos marcantes de uma viagem a um mundo fechado do resto do planeta; um
mundo onde não há liberdade de expressão, um país onde os ditadores têm poderes
sobrenaturais, onde estes mesmos líderes nascem sob arco-íris duplos nos montes
mais altos de uma nação que foi abandonada pela China e União Soviética. Certamente
que estas características político-culturais são sobejamente conhecidas pelas
pessoas, e não seria por aqui que residiria a vontade em comprar este livro. O
que torna este livro atractivo é a forma como Peixoto escreve sobre realidades
que parecem inverosímeis a nós, habitantes do mundo ocidental; a escrita
poética, bem trabalhada, sarcástica, que o autor emprega. Está presente todo um
grande sentimento de empatia e compaixão pelos habitantes que acreditam –
melhor dizendo, que os fazem acreditar – viver no país perfeito, onde nada lhes
falta, e uma enorme admiração pelas crianças. Sobre estas, é notória a tristeza
do autor em relação à forma como o regime lhes rouba sonhos e direitos.
Há uma passagem na obra que
define este segredo: «Os segredos estão dentro de nós. Como tudo o que sabemos,
também os segredos nos constituem. Também os segredos são aquilo que somos. Quando
os seguramos, quando somos mais fortes e os contemos, alastram-se em nós. Desde
dentro, chegam à nossa pele. Depois, avançam até sermos capazes de os
reconhecer. Então, nesse momento, já não são apenas os segredos que estão
dentro de nós, somos também nós que estamos dentro dos segredos.»
Dentro do Segredo é recomendado sobretudo a quem já conhece a obra
de José Luís Peixoto e quiser saber um pouco mais sobre a sua viagem à Coreia
do Norte.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Rush no Rock and Roll Hall of Fame
Após muitos anos de rumores e muita insistência por parte dos fãs da banda, os Rush conquistaram finalmente o Rock and Roll Hall of Fame.
Para além da banda canadiana de rock progressivo, Public Enemy, Heart, Lou Adler, Quincy Jones, Albert King e Randy Newman farão também parte da distinção, numa cerimónia a decorrer em Abril de 2013, em Los Angeles.
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